sábado, 27 de setembro de 2008

Corinthians



Corinthians

Me perguntam sempre se eu apoio algum time,
Confesso que não sei, pois não o considero assim,
É esporte apenas, mas o vejo sublime,

Pois foi esta nação que já nasceu em mim!

E ouço comentários de quem o sangue borbulha,
Mil provocações, e a todo instante
Mas só guardo carinho da gente que se orgulha
Por qualquer mera taça ou título desimportante

E se ouço "Corinthians", não me desperta desespero
Me lembro só de um senhor com um bebê nos braços
Que, imagem FIEL do trabalhador brasileiro
Esbanjava carinho enquanto criava nossos laços

Em tardes de jogo havia somente festa
E independia de qualquer resultado
E hoje, de tal time, a lembrança me resta
De ter crescido "Corinthians" em meu feliz passado.

[Nasci no dia de um clássico Corinthians x São Paulo. Saí da maternidade vestida como a mais nova torcedora corinthianinha (A foto acima foi tirada nesse mesmo dia, estou no colo do meu avô, o mais docemente insuportável corinthiano que já conheci. E também é a ele que me refiro no poema.) O sentimento de carinho me toma quando ouço qualquer referência ao Corinthians. Carinho pela paixão e fidelidade de meu avô por tal time, bem como todos os demais torcedores que fazem parte dessa "nação". Saudações a todos os meus irmãos corinthianos, e a todos os torcedores apaixonados por seus times! Que esse esporte desperte em nós aquele sentimento que meu avô sempre me passou. O sentimento de "brincar com os oponentes no mercado municipal após uma vitória" ou "rir de uma piada sobre seu próprio time após uma derrota". Que mantenha-se em nós este leve sentimento misto de diversão a admiração, independente da torcida.]