sábado, 20 de setembro de 2008

Quem sou eu?

Nem ao menos imagino quem eu sou, mas posso dizer com toda a certeza óbvia de um universo inexistente quem eu não sou. Não sou a pessoa mais feliz do mundo, não sou também a mais infeliz. Não sou a pessoa mais bonita e graças à Força maior que nos criou, também não sou a mais feia. Não sou romântica, não sou realista, talvez até seja surrealista. Não sou minha mãe. AH isso não sou! Apesar de ser praticamente uma cópia mal-feita e inacabada, não tenho a energia que ela tem, a intensidade de seus atos e movimentos, não, definitivamente não sou uma Milene Paixão, eu mal a entendo. Não sou uma libriana nata, como dizem, ou como queiram entender, não sou tão centrada quanto imaginam. Não sou fria e calculista conforme insinuam. Não sou má, apesar de uma sílaba ou outra perdida em meu nome ou até mesmo, diga-se de passagem, certos atos levianos. Não sou normal. Normal é relativo e um tanto insano tal conceito. Não sou um monstro. Não sou uma criança. Não sou uma escritora, muito menos poetisa. Não sou o meu presente e muito menos o que serei. Não sou o que querem que eu seja, e não sou o que quero ser, o mais difícil está em saber. Não sei o que sou, simplesmente vou sendo, e por ora me vejo assim, antes que me convençam de que eu simplesmente "não sou".