segunda-feira, 23 de junho de 2008

Poetas do asfalto




















Poetas do asfalto
São anjos vadios e indiferentes
São monstros revoltados e frágeis
São vítimas de sentimentos e brutalidades
São crianças dissimuladas, e assim inocentes.

São bruxas, sereias e sonhadoras
São jovens inconsequentes e ultrapassados
São cães que se escondem por todos os lados
São oníricas fadas más e protetoras.

São o "verde-rubro" da natureza atual
São seres obscuros vestidos de negro
São lágrimas do personagem do samba-enredo
São o palhaço que chora em pleno carnaval.

São coloridos, cultos e insanos
São o futuro brutalmente assassinado!
São palavras de um poema inacabado
E ainda os chamam de "seres-humanos"!