sexta-feira, 22 de maio de 2009

Sobre nada e tudo

No dia em que o sol não nascera fez-se o silêncio.
O silêncio que anunciava a tão esperada paz.

Não haviam mais problemas, medos preocupações...
Não haviam dores, sentimentos, sensações,
Havia silêncio e só!

O que eu tomava como prêmio aos poucos fora me torturando.
A agonia de poder, finalmente, falar... mas não saber sobre o que, levou-me a vontade de viver,
E a paz que eu tanto esperava viera de meu modo, mas não como eu precisava.

Percebi que, de minha própria vida, eu mesma não sabia nada.
Que enquanto esperava o silêncio, era feliz na balburdia...
Pois a calmaria se fez com a despedida dos que eu amava,
E no final de tudo estar sozinha era morte...

Afinal meu mar de angústias é que me proporcionava minhas alegrias...
Quando eu bebi a última gota, de lágrima, é que começava a tão esperada paz,
Que eu deixava passar sem nem ao menos notá-la.