sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Noite dos desajustados


Assim que o dia se passou
A noite chegou enfim
Com seus medos e encantos
Abafando os sonoros prantos
Daquela que assim chorou
Por ver seus nobres santos
Despedaçarem seu branco marfim

Escuridão que leva, noite cala;
O ódio extremo, o sangue, a dor,
Naqueles que sobreviveram
E enfim adormeceram
No frio leito do desamor,
E vendem por pouco suas vidas
Perdendo então sua cor.

Seja noite, seja tarde
A tristeza, que é pura e tanta
E a história que é de lágrima
Se torna mais uma arte,
Deixando de ser só santa.