terça-feira, 25 de agosto de 2009

Anjo meu;

Anjo meu, quando saístes do chão minha certeza era única: ia embora para não mais voltar.
Estava pronta para voar e levaria consigo a minha vida;
Deixaria minha história, levaria meus sonhos;
Deixaria lembranças, mas me deixaria aqui, serena e só.

Em outras tantas quedas percebi que sempre estaríamos nós, sós, plenas;
E mesmo que existisse um outro mundo, um outro lugar...
Nosso pesar era viver aqui...
E nossa dádiva era estarmos juntas, fortes, companheiras;

Não vi que o tempo passava,
Dizia-me que o relógio estava parado, e que quem passava éramos nós.
Acreditei, sofri, tentei mudar, juro!
Mas os ponteiros sim se mexiam, e não nossos valores.

Os dias iam embora, não os nossos costumes.
Éramos iguais, e o tempo passava;
Esperei acordar de um devaneio insano e torturante,
Mas em um instante me vi apática, traumatizada, só que em uma rotina indolor;

Fomos sempre os mesmos, todos nós.
Mesmos defeitos, mesmas ideias, mesmas histórias...
O que mudara era o mundo ao nosso redor,
As pessoas, os valores, os sentimentos.
E envolvida nesse mundo tornara-se outra.
Mas que como num ciclo, há de voltar ao início, nem que isso ocorra em sonho!

domingo, 9 de agosto de 2009

Dia dos Pais

Prometi que iria fazer uma postagem séria sobre o Dia dos Pais, e como sempre cumpro minhas promessas estou aqui!
São apenas algumas palavras a essas figuras maravilhosas de nossas vidas que alguns, como eu, não tiveram oportunidade de conviver; portanto, minha homenagem é para não somente os pais biológicos, mas a todos os que se encaixam na minha definição...

Aos pais,

Aos pais presentes, aos pais distantes;
Aos pais de sangue, aos pais que criam;
Aos que são pais duas vezes, e aos que são 'segundos-pais';
Aos pais que amam demais, e aos que gostam de amar demais;
Aos pais que erram, e aos que sofrem por errar;
Aos pais que sabem nos alegrar, e aos que tentam;
Aos pais que lutam pelo futuro de seus filhos;
Aos pais que dariam suas vidas pelo bem de sua família;
Aos pais que enfrentam a rotina exaustiva;
Aos pais que vêem os filhos toda manhã;
Aos pais que lembram-se deles toda manhã;
Aos pais que sempre estiveram por perto;
Aos pais que nunca estiveram por perto, mas se arrependem disso;
Aos pais negros, brancos, amarelos, vermelhos, pardos;
Aos pais adotivos!
À meus tios, meu avô, meu padrasto, e à meu pai...
UM FELIZ DIAS DOS PAIS!

Que Deus ilumine a vida de todos vocês!

sábado, 8 de agosto de 2009

entenda

Destruiu meu sonho de te fazer feliz,
Agora deixa que meu amor...
Eu destruo aos pouquinhos.

Segue teu caminho,
E, fingindo que sou imatura, como gosta
Sabe assumir meus erros

Afinal. Foram todos meus, não é mesmo?
Em meu erro de não saber amar, fui inocente
Em seu erro de não saber me ensinar, foi inconsequente.

Agora saia de seus esconderijos
Não fique em 'seus cantinhos do meu eu'
Vá com ela, mesmo que ainda não a tenha descoberto

Deixe que eu te grite em mil versos;
Só não volte implorando para ser igual, como fez
Pois igual, nem eu mesma já sou mais.

Acalme sua dor com outro alguém se eu te roubei o dom de apreciar a solidão...
Mas deixa que eu te mate em mim como me matou em mim mesma.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Noite dos desajustados


Assim que o dia se passou
A noite chegou enfim
Com seus medos e encantos
Abafando os sonoros prantos
Daquela que assim chorou
Por ver seus nobres santos
Despedaçarem seu branco marfim

Escuridão que leva, noite cala;
O ódio extremo, o sangue, a dor,
Naqueles que sobreviveram
E enfim adormeceram
No frio leito do desamor,
E vendem por pouco suas vidas
Perdendo então sua cor.

Seja noite, seja tarde
A tristeza, que é pura e tanta
E a história que é de lágrima
Se torna mais uma arte,
Deixando de ser só santa.