sábado, 21 de novembro de 2009

Um pouquinho do meu futuro;

Esse ano foi, sem dúvidas, o mais marcante da minha vida, tanto para o bem, quanto para o mal. Não somente por ser um ano de transição, de mudança de fase, de despedidas, de medos, inseguranças etc, mas por uma série de acontecimentos que não valem a pena comentar.
Desde muito nova decidi que ia sair de minha cidade assim que já tivesse a autonomia necessária para cuidar de minha própria vida. Sempre soube que não ia ser fácil. Aos 12 anos decidi fazer teatro, mas não daquela maneira utópica e idealista que muitas meninas dessa faixa etária optam; escolhi fazer teatro sabendo que era uma carreira difícil, disputada, injusta e não muito valorizada. Fui muito criticada pela minha família. Vez ou outra minha mãe me apoiava, mas eu sentia nela o medo de que eu me tornasse amarga, insegura, ou até mesmo passional demais. Mas segui em frente. Mantive minha decisão, como a mantenho até hoje. Estou prestando os vestibulares para artes cênicas em universidades públicas e particulares.
Outra idéia fixa que, diferentemente da iniciação nesse meio artístico, já não foi tão criticada, foi a vontade enorme de morar em capital. Sempre passei todas as minhas férias no Rio ou em São Paulo, mas nunca cheguei a ficar por mais de um mês em nenhuma das duas cidades. Posso dizer que não gosto de minha cidade. Tenho um carinho especial pelas lembranças, por minha infância que ficará sempre guardada aqui, e por todos os amigos e colegas que comigo compartilharam cada momento de suas vidas; mas só quem mora em cidade de interior sabe como é, e conhece de perto certos problemas que, embora muitas vezes pequenos, me encomodam muito mais que os problemas das cidades grandes.
Minha maior dúvida agora é quanto o lugar. O Rio tem seus encantos, seu astral, a natureza, a paz e toda aquela alegria carioca que me encantaram desde que eu era muuuito pequenininha. Mas São Paulo, por sua vez, tem aquela agitação, a diversidade e acredito que maior potencial artístico que o do Rio, sem contar que fica mais perto de minha cidade, mais perto da minha família. Tenho parentes em ambos os lugares. Gosto mais do Rio, mas sinto que meu perfil combina mais com SP. Sinceramente... não sei o que faço. Passei em uma particular em São Paulo e é bem provável que eu passe na do Rio também. O resultado sai só dia 1 de dezembro.
Independente da cidade que eu escolha vou ter que assumir minha vida daqui para frente. Morar sozinha, fazer supermercado, acordar cedo sem ninguém para me chamar, arrumar o apartamento, ir para a faculdade sem meu avô para me levar e o pior de tudo: estou animada! Daqui alguns meses venho aqui reclamar, mas por enquanto estou gostando da idéia. hehe
A pouco tempo atrás minha avó preparava meu jantar, eu assistia Disney Club e sonhava em ser uma das Chiquititas, e parece que passou tão rápido, tanta coisa aconteceu! A vida passa mais rápido do que imaginamos. Ontem mesmo eu era uma criança e, antes que eu pudesse reclamar de qualquer coisa, já surgiram problemas maiores e o tempo havia mudado minha forma de ser, minha forma de pensar... Bem, quando eu tiver informações concretas conto a vocês, sem falta! Boa noite meus amigos, tenho que dormir, amanhã tem Fuvest. Grande beijo a todos! Fui!

domingo, 1 de novembro de 2009

o que é infância [?]


Fechei meus olhos por algum tempo e quando abri... o tempo ja havia passado! Mas que coisa!, minha priminha cresceu, as pessoas envelheceram, minha cidade mudou... eu cresci, e na mesma proporção meus problemas aumentaram.
Na mesma velocidade que minha infância passou posso fechar os olhos e não mais acordar.
E existe algo mais doce que a infância? Por mais amarga que seja.. é a infância!, e você é o centro de tudo, mesmo que não seja o centro de nada. Você cria seu mundo mesmo que não permitam e acha que é feliz, mesmo não sendo!

A infância é a fase em que você se sente mais perto de tudo, mesmo estando tão longe do mundo. Você vive presa a correntes familiares mas quando fecha os olhos conhece lugares em que você mesmo não imaginava que existiam.
Você está mais perto das flores, dos jardins e tudo é novidade. Você encontra beleza nas formas e cores dos objetos, e imagina histórias nos simples formatos das nuvens. Seu nível de aspiração é baixo, fazendo com que mais vezes você realize seus sonhos.
As coisas ruins estão sempre distantes, e sua casa é seu santuário. Seu lar é sua escola e seu conforto. Seus familiares são seus anjos, seus heróis, seus exemplos. Os livros são ferramentas mágicas, os filmes sempre têm finais felizes e os defeitos físicos não passam de características comuns dos seres humanos.

Então você cresce. Cresce não! Conhece. O tempo passa e você começa a conhecer a vida. Passa a compreender do que as coisas são feitas, as origens dos problemas e os defeitos das pessoas. O mundo mágico acaba e o lado obscuro da vida se revela. É nessa transição que alguns preferem manter a pureza infantil, enquanto outros mergulham no poço amargo dos novos conhecimentos. É nesse misto de idéias e excesso de informações que formam-se as diferentes personalidades, e sem a chamada 'base familiar' estamos perdidos!
O interessante é que, independente de seu caráter, todos já tivemos infância, e cada um de nós já teve seus sonhos ou sorriu na presença de alguém. Cada um de nós já foi feliz com algo pequeno, mesmo que as lembranças tenham sido ignoradas. Espero guardar minha infância para sempre em minha mente, como a fase 'limpa' e não um tempo que não volta mais.