domingo, 13 de dezembro de 2009

Poema aberto

E fecham-se as cortinas...
Bate o frio desalento;
Rompemos a linha tênue
Entre a paz e o tormento,
Que após fotografias, risadas e cores,
Inexpressiva,
Invisivel,
Inotável,
Fica ali.
Escorre toda a maquiagem.
Diluem-se lembranças e amores
O artista vira gente,
O palco já não mais expressa afeto.
Chega a hora de sentir, bem na hora de não-sentir,
Que somos tudo, somos nada.
Somos a dor, revoltada, lutando para existir.
Chega o momento da exaustão,
Artista, palhaço, bailarina...
Vivendo, respirando sons;
Em seu mundo de purpurina
Sendo somente humano,
Um poema aberto em meio a multidão.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

- maitê, minha Paixão!


Minha florzinha. A pequena que eu vi nascer já esbanja sentimento nos palcos por aí.
Aquela que mal pronunciava meu nome, mas já erguia os bracinhos em minha direção, pouco se importando se eu era pequena demais ou inexperiente o bastante a ponto de não conseguir carregá-la; aos poucos se torna uma menina-moça.

A companheirinha, que comigo assistia desenhos e afins durante a madrugada, não julgando minha irresponsabilidade de não colocá-la para dormir cedo naquelas noites de baile, já se expressa com a arte do corpo.

Minha pequena artista, minha fonte de ternura, minha representação de doçura.

Bonequinha real, com quem brinquei dias a fio, despertando meu instinto maternal.

Doce irmã, pura, imaculada. Estes versos que escrevo já não me valem mais nada se não te puseres a ler.

Não há no mundo amor de prima mais adorada, que tenho por esta, a qual tento descrever.

Espero que ainda ilumines palcos e palcos, vidas e corações e seja sempre extremamente querida;

Espero que sejas a artista mais amada, valorizada e exuberante do espetáculo da vida.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O mundo é um moinho;


video

O Mundo É Um Moinho

Ainda é cedo amor
Mal começastes a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões à pó.

Preste atenção querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás a beira do abismo
Abismo que cavaste com teus pés

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

mês 12

Chegamos mais uma vez ao fim;
Onde tudo fica bem, até que algo novo atrapalhe...
Chegamos à época de sonhos, brilho, luz, alegria;
Voltamos à infância por algumas breves horas
E acompanhamos por segundos devaneios alheios.
Chegamos no ponto que determina o futuro e afasta o passado;
Chegamos, juntos! Dividindo sofrimentos e momentos na época que já é especial, por si só! Bom fim de ano a todos! Bom início de Dezembro!