sábado, 20 de fevereiro de 2010

imperfeição;

entre meus rabiscos guardados achei um poema escrito um pouco antes do carnaval desse mesmo ano (que diga-se de passagem, foi tão insignificante quanto os anteriores!).
Não tenho o costume de publicar poemas escritos a lápis por mim mesma pois minha aceitação com os mesmos não dura mais que uns 15 minutos, depois tudo vira lixo a meu ver. Com esse não foi diferente. Não sei porque estou colocando aqui. Talvez porque essas palavras desalinhadas me lembrem minha casinha em Taubaté, pois foi lá que escrevi. Acho que o momento vale mais que o poema em si. Mas ora, olha eu dando satisfação sobre minhas postagens. Seguindo o título da postagem, posso afirmar que uma de minhas maiores "imperfeições" é expor minha vida e meus sentimentos dessa maneira; e outra é ser prolixa... então vamos ao poema...

Mergulhando em um sonho lírico,
Esqueci-me de contar,
Que em meu mundo irreal,
Não há tempo pra pensar.

Nas histórias que criei,
E passei a admirar,
Não existem seres-humanos,
Incapazes de amar.

Não há imperfeição,
Desconhecem o verbo "errar",
Não existe a saudade,
Nem o ato de lembrar.

Mas nesse meu mundo estranho,
Dentre costumes de acertar,
Não há valorização,
Do simples ato de amar.

[Imperfeição]