quinta-feira, 15 de abril de 2010

Um surto saudosista aos meus amigos e família;

As vezes a convivência faz com que as oportunidades de demonstrarmos certos sentimentos sejam simplesmente ignoradas, e acho que foi preciso uma grande mudança para eu notar algo tão simples!
Fico pensando em tudo que já passei, tudo o que vocês, minha família, meus amigos, fizeram por mim e o quanto eu fui feliz perto de vocês. Sinto muita saudade e uma dor enorme em saber que isso nunca volta e que Neverland está somente em nossas mentes.
Não crescer seria ótimo. Mas como não crescer perto de pessoas tão maravilhosas e GRANDES? Como não projetar planos imensos e um conto de fadas, vivendo em um esteriótipo de lar feliz com luzes coloridas no natal, mingau em família no inverno e lanches da tarde com direito a doces da infância?
Impossível! Injusto seria não crescer, não ser útil com tantos ensinamentos adquiridos. Seria até mesmo uma grande petulância de minha parte achar que eu teria o direito de viver para sempre escondida "nas barras das saias de minhas mães". Achar que sou boa o bastante para ser uma eterna princesa de meu mundinho infantil.
Nas horas intermináveis em que estou aqui pensando chego a entrar na paranóia alucinante do medo. Medo de estar perdendo tempo com saudade e daqui uns anos lamentar, e consequentemente outros anos mais a frente lamentar por ter perdido tempo lamentando, e mais a frente... enfim! Mas não consigo arrancar esse monstro saudosista de dentro de mim.
Sou o que sou graças a vocês, tenho o que tenho graças a vocês, e sinto o que sinto por culpa de vocês. Meus eternos adorados, cujo principal crime fora amar exacerbadamente, e terem sido as melhores pessoas que poderiam ter cruzado meu caminho. E que hoje o principal castigo é ter sentido minha presença um dia por perto para sentir minha ausência anos mais tarde. Não por alguma vantagem que tenha minha companhia (inclusive nem as vejo!) mas por amarem, como mostram os atos até hoje realizados. Pois o ser-humano ama sem motivos, sem razão, sem racionalidade, sem sentido, sem vantagens e sem fronteiras. O ser-humano ama, mas somente a PESSOA demonstra.
Tenho a honra de estar agradecendo essa convivência que tive com mais que seres-humanos, com PESSOAS!
A saudade, como um brinde do produto "solidão" é apenas mais uma vertigem do sentimento amor quando se está sozinho.
Os que leram até aqui sabem que esse texto é pra vocês!