domingo, 8 de agosto de 2010

Dia dos pais... [de novo]...

Ok, querem saber o que é realmente essa imagem tão valorizada entre as famílias tradicionais da sociedade? Vou definir em duas simples palavras, se preparem hein... não sei! (...) É isso. Não sou boa com definições, principalmente quando tal coisa nunca esteve presente em minha vida. Não! Isso não é uma cobrança! Não estou querendo julgar ninguém,muito menos uma pessoa que (biologicamente falando) é um dos responsáveis pela minha existência. Tenho certeza de que (não só no meu caso),os pais ausentes tem muitos motivos para estarem sempre tão distantes, sejam eles aceitos por você ou não. Medo, insegurança, orgulho, vaidade, desprezo, indiferença... qualquer um desses fatores, que leve um pai a abandonar um filho, é também uma forte corrente que leva ao perdão. Sim,por que não?
Não fui a pessoa mais injustiçada do mundo, mas gostaria que meu pai soubesse que, se um dia ele se sentisse no dever de pedir desculpas por algo que não esteja deixando ele em paz consigo mesmo,estarei aqui. Como já disse: não sou eu que vou julgar.
Quem sabe um dia os papéis não se invertam e eu, por algum motivo, tenha que fazer o mesmo? E por que raios estou justificando tanto essa ausência do meu pai em minha vida? Bom, na verdade isso é uma introdução para o que eu tenho a dizer... Seria muito difícil as pessoas darem credibilidade a uma mensagem de Dia dos Pais de uma órfã de pai, certo? Portanto, decidi argumentar... mas vamos ao que interessa...

Não posso falar da imagem convencional de “pai”...
Nunca pude dizer as coisas que uma criança “normal” diria num dia dos pais, mesmo porque de normal eu não tenho nada...

Mas afirmo, com segurança, que nossos “pais” (sejam eles padrastos, avós, tios ou sonhos idealizados em nossas mentes juvenis) merecem total respeito, pelo simples fato de serem nossos heróis diante de uma sociedade onde o mal prevalece...

Nossos pais merecem total admiração, por nos passarem uma segurança confortante quanto mais precisamos; e por nos fazerem acreditar que eles podem destruir o mundo para nos salvar ou derrotar o monstro que vive embaixo da cama...

Nossos pais merecem um abraço caloroso nesse dia dedicado a eles, por conseguirem expressar tamanha doçura através do olhar, mantendo a real fortaleza de afeto e conforto em determinados gestos simples do cotidiano.

Como Drummond dissera certa vez das mães, digo agora aos pais: Pai não deveria morrer! “Morrer acontece com o que é breve e passa sem deixar vestígio.”
É isso. Feliz dia dos pais!


[principalmente aos meus avós, tios, padrasto e, por que não (?)... pai.]