segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Desenhando a alma;

Já me disseram que existe local para se demonstrar a arte. Que determinadas imagens são belas num quadro e não no corpo. Que é ignorância vandalizar a morada da própria alma. Que queremos apenas chamar a atenção. E querem saber?...
Estão todos errados. Talvez certos nos pensamentos, mas errados na maneira de encará-los.




Posso não saber argumentar bem a ponto de convencê-los que 'rabisco' meu corpo na esperança de colorir o interior, mas acima de minhas palavras fracas estão meus sentimentos, e estes são mais fortes que qualquer censura.
Se realmente existe um local determinado para se demonstrar a arte, esse local é o coração de cada artista que tem a necessidade de se expressar. Se existe um local 'correto' para se expor um desenho que conta uma história ou demonstre um sentimento, esse desenho deixa de ser arte.
A arte é algo visceral demais para seguir regras.

E o que é o corpo do artista se não um quadro de suas emoções?
É tão errado assim refletir através de desenhos no corpo o brilho dos meus olhos que a sociedade faz questão de ignorar?
Não posso ter em mim algo mais eterno que sentimentos compatíveis?


Os que julgam as diferentes maneiras de se expressar são os mesmos que tentam limitar essa liberdade que corre no sangue e está marcada hoje na pele daqueles que querem mais do que uma beleza tradicionalista!
Já que nossos olhos permanecem fechados diante desse injusto julgamento, a janela da alma passa a ser a pele que, independente da cor, brilha à podridão do novo mundo.