quarta-feira, 20 de julho de 2011

como era verde o meu vale...

Uma mulher do povo falava quantas picadas tivera que levar no braço durante as intermináveis horas em que ficara no hospital público.
Passei por inúmeras pequenas farmácias do centro
(A palavra "centro" já não me exprime sentido exato desde que fui viver no caótico centro paulistano)
Conforme me perdia nas pequeninas ruas da cidadezinha da minha infância (ora histórica, ora industrialmente desconhecida por mim) assisti o filme da morte...
Flashs da infância passaram na minha cabeça...
A farmácia que meu avô ia todo fim de tarde na época em que a palavra "trânsito" ainda não existia para os cidadãos taubateanos...
O Grupo de Estudos da Lingua Portuguesa em que eu era paparicada por todos os colegas de faculdade e professores de minha mãe...
A antiga floricultura localizada perto de um charmoso café que, nunca tive o prazer de entrar, mas sempre achei muito bonita...

Cheguei então na praça da Eletro, já bem perto de casa, a praça onde tinha um palco onde artistas de rua se apresentavam, bem em frente ao antigo supermercado, que mais tarde viria a ser o "Pão de Açúcar 24 horas".
O cheiro de fim de tarde era o mesmo.
Lembrei-me dos pequenos passeios pelas redondezas em que meus avós me levavam para a tal praça, comprávamos pipoca, assistíamos o terrível show de bandas e cantores totalmente desarmônicos, e nos divertíamos com o casal de velhinhos que dançavam a noite toda em frente ao palco.

Subi mais um pouco, a Igreja era a mesma;
O velho convento onde aprendi pouco do que guardo sobre religião, mas muito do que sinto sobre lembranças!
O cemitério, a ladeira, o pequeno boteco perdido na entrada do então bairro nobre, a rua das árvores, a entrada do bairro, a pracinha, a rua da minha casa; cheguei então ao fim do devaneio incrível, pequeno sonho que enquanto realidade, deixei passar, sonhando com a realidade de hoje.

incomum;

Sempre serei considerada estranha
Porque sempre fui observadora
E de observar, me apeguei
E ao me apegar, não medi esforços... me apeguei em tudo!
Cheiros, sons, pessoas, lembranças, momentos..
E pra me reaproximar tentei qualquer coisa
Do incomum ao realmente inacreditável
E é assim que explico meu desinteresse por suas opiniões.

domingo, 3 de julho de 2011

sensibilidade

"Pra quem não sabe amar, fica esperando alguém que caiba no seu sonho..."

Busquei a fuga da sensibilidade na solidão
Cruelmente, facinoramente, me fez acreditar que havia encontrado

E espero no tempo o "quê" da esperança,
que leve essa sensibilidade exacerbada pra bem longe daqui