À minha priminha, continuação dos poemas Boneca (2008) e Uma década (2010).
Agora, com onze, ja sabe as maldades
Que seres sem luz insistem em ter
E lágrimas correm pela mocidade
Que precocemente a faz sofrer
Criança mais moça do parque do mundo
Conhece o mal já na teoria
Que um escudo de paz, a cada segundo
Não deixe que lhe apresentem tal apatia
Se nas cores da vida seu vermelho desponta
Que nunca desbote, pois és tão linda
O mundo agora finalmente a apronta
Por cada momento, ida e vinda
Ao transformares o açúcar que tens em mel
Podes perder toda a esperança
Mas com os olhos no mundo e coração no céu
Conserver sempre o olhar de criança.

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