terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Pontinhos no céu




 
Aos 4, estrelinhas confusas
Que, lá no céu, tão difusas
Só têm a função de brilhar...

Aos 6, são estrelas dançantes
Que mesmo assim, tão brilhantes
Não esquecem de flutuar...

Aos 8, estrelas da imaginação
Um vagalume, ou balão
Que nos inspira a criar...

Aos 10, já confundem as estrelas
Acabam-se as brincadeiras
Se põe enfim a questionar...

Aos 12, estrelinhas solares
Descritas em tantos lugares
E em tantas páginas a explicar...

Catorze. São entes queridos
Que saudosos dos tempos vividos
Pelas estrelas se põe a olhar...

Dezesseis. Não são mais pinguinhos
E quem liga pros tais pontinhos
Que ainda insistem em brilhar?

Dezoito. Apaga-se o "antes"
E o céu de diamantes
Parece nem mesmo estar lá...

E aos 20, em algum segundo
Resta a lembrança do mundo
Em que estrelinhas eram gotas de luar.