quinta-feira, 7 de junho de 2012

Moça enfim

(2008)  Boneca, (2010) Uma década, (2012) Seu mel .... Todos destinados à minha prima/irmã Maitê, e agora...

Moça enfim

Chegaram os doze e foi tão depressa
E seu "quê" de adulto começa a aflorar
Pois bem enfim, a vida começa
Quase já não há o que desabrochar

O batom não é mais o seu giz de cera
Pintar-se é sério, e anda arrumada
Tirando os ursinhos da prateleira
Disfarça os trejeitos de enamorada

O olhar de criança ainda mantém
Mas minha boneca não é mais brinquedo
Não mais a protejo, pois não mais convém
Não pede ajuda e nem sente mais medo

Não posso apertá-la e chamá-la de filha
Nem posso brincar de ser protetora
Se ela sozinha já sabe que brilha
E o faz da forma mais encantadora

Gosto da moça que surgiu de repente
Que no asfalto da vida ainda doce caminha
Mas numa caixinha no fundo da mente
Mantenho a imagem da tal bonequinha