segunda-feira, 10 de setembro de 2012

A insignificante ruazinha;

Aqui um poema saudosista, que fiz durante minhas últimas (e longas) férias na - agora - tão amada terrinha natal...



O barulho da rua
Tão perto da serra fria
Longe, de dar agonia
Focado na luz da lua;

Cães ou monstros folclóricos...
Os ruídos dos caminhões...
São heróis em perseguições
Ou somente homens simplórios?

Na minha rua singela
Só há silencio e paz
E todo som que a noite faz
Parece já longe dela

Aqui não há personagem,
Não há crime ou novidade
A mais inútil da cidade
Sem nem história de passagem

E ela então, silenciosa
É minha rua de brilhantes,
E sem crimes, nem amantes
Fica sempre ali, saudosa

Sem data marcante a cumprir
Sem o aval da sociedade
É pra mim a melhor da cidade
Rua essa em que eu nasci.