sexta-feira, 20 de setembro de 2013

humilhação

E de repente me vi carente e gostando de estar
Te pedindo pra que me ofenda de todos os jeitos
Que fale comigo sempre, nem que seja pra falar dos meus defeitos
Pois se nunca lembras meu nome, quero que venha a me notar

Se existe algum possível esbarrão, não me importo em machucar
Posso andar em círculos sete dias, até enfim te acertar
E quando trombares e pisares no meu pé ou algo assim
Vou gostar que novamente na minha alma machuque em mim

Só não deixe de falar comigo por dez segundos que seja
Abro mão de dez dos meus anos se, espontâneo, me chamar
E se não falas comigo, quero ao menos que me veja
Se for pra não mais me ver, pode vir me criticar

Mal consigo descrever mais desgastante segundo
Do que aqueles tantos em que não consigo te prender
Mas se precisas viver por algum outro motivo no mundo
Saiba que, pra mim, qualquer motivo inclui você

Deixe-me ouvir por horas sobre algo que não quero saber
Pode falar sobre você até minha vida acabar
Adorarei que sejas o meu motivo pra morrer
E se ainda não sentires nada, então aprenda a me odiar

Aceito então assim qualquer tipo de sentimento
"Usado", "negativo" ou "pouco"; não serei de recusar
E se for "indiferença", também aceito, no momento.
Quero estar satisfeita com o meu dom de me humilhar.