segunda-feira, 26 de agosto de 2013

O poema da despedida

Os poemas fugiram há meses
Não sobrou uma só inspiração
Falta vontade por vezes
E por outras, falta emoção

As palavras se tornaram vida
Para alguém que só sabia escrever
E com a rotina comprometida
Não há espaço nem mais para ser

Houve então transferência da arte
Da expressão, do escrito ao verbal
Já não há emoção que descarte
A essência, que ainda é igual

Pois então, se me perco em mim mesma
E se penso não saber expressar
Peço ao mundo que tenha a destreza
De no cotidiano, assim, me ensinar

Despeço-me então de meus poemas
Sabe-se lá quanto tempo há de ausência
Por fim em outra arte encontrei, apenas.
O que me retorna à minha eterna essência.