domingo, 20 de outubro de 2013

A despedida da árvore

Aconteceu algo ruim essa semana. Não ruim a ponto de mobilizar muita gente mas, é certo medir o tamanho da dor? Seguem os textos meu e da Maitê, minha prima, em homenagem a uma grande personagem que esteve lá durante nossos primeiros passinhos...

"Ê, amiguinha... Você esteve presente em tantos momentos da minha vida, da vida da minha família.
Sim, eu estou falando desta árvore ENORME que está na foto! Mas que apesar de ser uma árvore, alegrava meus dias só de olhar para ela.
Infelizmente, ontem chegou a hora dela, que depois de mais de 100 anos em pé, caiu. Mas eu sempre me lembrarei de chegar na casa da minha avó, olhar para ela e para o "tapete" amarelo que ela fazia, e sorrir.
 Maitê."

"Acho que agora posso me classificar como o tipo de pessoa que chora quando cai uma árvore... Essa foto fui eu que tirei numa tarde qualquer, fiz um poema pra ela, subi inúmeras vezes e tomei vários tombos saudosos. E nenhum desses tombos doeram tanto quanto ver esse símbolo ir embora. Minha prima Maitê Paixão me avisou, com um lindo texto de homenagem, que essa árvore que fica na frente da casa da minha avó (lugar em que fui criada) caiu essa semana. Pode parecer bobeira, mas me dói saber que o lindo tapete de florzinhas amarelas nunca mais vai nos visitar na primavera.... Mas as lembranças dos primeiros anos de minha vida, aprendendo a andar sobre ele, guardarei sempre em meu coração. Fica o lindo retrato que guardo com tanto carinho e a mais sincera saudade, "arvorezinha" de minha infância!
Malu."

E realmente, ela não passou despercebida. E as lembranças que deixa afagam meu coração.