quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Bafafá de fim de festa

E estava sutilmente ardente
Aquela noite de balão no ar
Quando algo incoerente
Fez a moça deixar de amar

Não era grito de horror nenhum
Mas de horror restara o fato
Que, entre sussurro e ziriguidum
O casal não concluiria o ato

Foi balão caindo constrangido
E fogueira pulando sozinha
Mulher esbofeteando marido
E tombamento de barraquinha

Sem doce, moleque dando no pé
E avental se borrando todinho
Fuga de padre vestido de mulher
E brinde rasgando o próprio saquinho

A garota quebrava tudo murmurando
E o moço chorando dizendo que ama
E em coro de junho, a festa gritando:
"Ô rapaz, não se troca nome de dama! "