terça-feira, 11 de novembro de 2014

Paixão em sete artes


Não há como afinar o desafeto.
E colorir a tela preta é pretensão.

Esculpindo cada passo,  cada gesto,
Arquitetar sentimento é razão.

Em uma sinfonia inaudível, de um tom mil oitavas acima
Não há beleza ou ao menos comoção.

Tento te focar nessa lente, que mente!
Me mostrando que pode não ser rascunho
As palavras que te fiz, de próprio punho.

Mas as cortinas se fecham sem contra-regragem
Nessa cena de desespero e devoção.
Pois nessa saga, de três filmes de paixão
Já não vejo trilogia,  é mania!
Que, com arte,  estagnou minha atenção.

Nao há cor,  som,  plano,  quadro ou palco
Que classifique contemporâneo um coração.