sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Regalo incompleto

Rapaz viajante cujo nome dorme comigo
Da tal maneira antiga, não te endossando perigo
Aquele coração simplório que doei um dia, de bom grado
Por algum acaso estranho não estaria adulterado?
Guardas cada pedaço contando em ordem crescente?
Há uma idéia amarga que agora não me sai da mente
Sinto que um pedacinho incômodo ainda restou assim
E corre pela minh'alma a agonia de um amor sem fim
Que não tem dono, nem sono, nem paz e nem dó de mim! 


Por que levou jogo incompleto, amor desorganizado?
Se foi pra brincar de sonho, suponho que brincaste errado.
E quando se rouba algo,  o leva inteiro do lugar.
Se estavas ocupado com tua música, podias ao menos guardar num canto
Meu presente simbólico que hoje,
Sangrando só,  e tanto!
Suspeito que esteja dividido,
Contigo, com ele, comigo...
E com mais ninguém por enquanto.
Se querias dividir meu presente
Devias ser coerente
E não entregá-lo à pranto.