sábado, 24 de janeiro de 2015

Cais

Em seus olhos, que carregam o mar, já não cabe a mim. Talvez porque carregue em mim você, mil vezes. 
E a indiferença que seca minha'lma é a que alimenta seus sonhos navegantes.
Soubesse você amar assim, talvez ancorasse seu mundo em meu cais.
E em seus olhos restaria a mim, seus sonhos e nada mais.
Ou apenas o tal mar de antes...