sábado, 28 de fevereiro de 2015

Força bruta

Na sua voz de rancor ouço, no tom, o som do apreço.
Não sabes ao menos ficar, e já é em ti meu endereço.
Perde a força ao me encarar,
É tão claro em sua apatia...
Brincando de não me olhar
Agindo como eu jamais agiria.
Seus traços em rosto e resto escrevem parte de mim
E sinto que não tem fim
Seu jeito incoerente,
Só verdade sei ver em cada gesto que mente.
Se achas que enervo por medo,
É claro que nega em segredo
Seu ponto-fraco, assim.
Já derrotei por inteiro,
Sem força, você, guerreiro
Agraciado por mim.
Não há luta a vencer
E com o exército rumo à casa.
Sua guerra está no fim.
É contra os planos estarmos a sós,
Não sei se entendo a causa
Mas em seu olhos, que clamam por nós
Sinto que não há lei
Que torne, um dia, impossível 
Dizer ao mundo que te amei.
Estavas a dizer a alguém
Que em sua alma ainda há coerência,
E embora apegue-se à violência
Sei que, a mim, só faz bem!