sábado, 26 de setembro de 2015

A bailarina da caixinha de música;

Minha prima/irmã/melhor amiga/inspiração fez quinze anos em maio e o turbilhão de acontecimentos dessa fase corrida me impediu de postar o poema que fiz a ela. A verdade é que segurei essa postagem ao máximo pois eu queria que fosse perfeita. Mas como resumir quinze lindos anos em apenas um poema? Como expressar o amor que sinto pela melhor irmãzinha do mundo com apenas palavras? Tolice!
Fracassei. Não consegui colocar tudo o que eu queria. Mas me consolo ao pensar que nem Drummond conseguiria descrever o quanto és linda Maitêzinha; e o quanto torna a vida menos dura com seu gingado, mais doce com seus olhares, mais simples com seus sorrisos, e mais linda com sua alegria de viver. Momentos ruins, todos temos! Peço apenas que, nos seus, continue apenas dançando. E girando, girando, girando... Até o mundo girar de volta!
Parabéns pelos quinze, minha bailarina da caixinha de música de minha infância!

"Abriu-se enfim a caixinha de música
E hoje já mal reconheço seu som.
Não é mais choro, mágoa, medo ou dor,
E ouço, agora, canção em outro tom.

Nessa fase, que atenta-me o sentir,
Lembro-me então da saída da escola,
Que buscavam-me todos a sorrir,
Nesse dia em que a solidão foi embora 

Lembro-me, na época, algo que mal notei
Que, em uma caixinha, rodava sem parar
Uma bailarina que acompanhei
Ao lado da cama, se pondo a girar

Para sentir-me bem em hospital
Só poderia ser você chegando
E, aos oito, brincando de ser maternal
Havia um bebê; e meus olhos brilhando!

Entre risos e provocações infantis
Encontro, de minhas bonecas, as cabeças.
E foram bons momentos juvenis,
Espero que disso nunca esqueças!

Deixo de bobagem para celebrar, agora
O momento em que sorrir chorando faz parte;
Se a vida era noturna, saiba que chega a aurora
E, envolta em luz, a dança é só segunda arte.

Hoje não és menos que irmã e amiga
E seu dom de dançar desde sempre me fascina
Rodando a brincar com cada rasteira da vida
Num palco ou não, para mim, és a mais bela bailarina!"