sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Silêncio

Hoje eu acordei sem ouvir direito,
Achei que esse seria o problema;
Acordei sem ouvir pra não ouvir como grita o silêncio de sua ausência.
Dói mais que em meus ouvidos sua falta aqui.
Me falta a sua voz acompanhando o violão ou criticando minhas roupas,
Me faltam suas doces críticas,
E sua insistência militante por minha fé,
Que luta por minha alma mesmo quando eu mesma já não luto.
Já não escuto sua teimosia
E é tanto silêncio,
Não porque sua voz não ecoa nas largas paredes desse sobrado,
É silêncio de presença, de energia...
De amor!
E silêncio já não é paz.
Pois o medo de te perder agora grita tão alto que já nem sei como abafar.
Sua forte presença abafa o silêncio do mundo
Volte bem!
E não me negue seu barulho nunca mais.