sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Poema da desistência

Eu te amo mas estou cansada,
Eu te amo mas estou velha,
Vinte e três, mas estou velha.
Poucos anos, muita dor.
Muitas formas, todas sem cor.
Muita mágoa, e ainda amor.

Será que você não entende que não somos inimigos?
Eu tento ser seu anjo...
Mas sinto cada dia mais que te amo errado,
E no fim das contas...
O que há de errado comigo?

Me desculpe, mas não sei mais te salvar.
Juro que já tentei!
E só consegui errar.
Juro que tentaria se eu ainda soubesse tentar.

Me deixe agora dormir o meu sono,
E abandone meus sonhos,
Esqueça meus traumas...
Meus medos...
Me deixe ser quem eu sou.

E agora não é segredo...
Perdoe o mesmo antigo enredo...
Mas minha apatia voltou.

Então pule do precipício!
Mas agora, meu único ofício

Será consolar quem ficou.