sexta-feira, 25 de março de 2016

Ainda sendo Pandora, nos versos sem bem e sem fim

Elaborei com carinho um poema de registro dos infortúnios do destino. Como uma caixa de Pandora, que guarda os monstros que eu consegui prender e tenho medo de libertar.
Em tantas linhas, tantas dores, mal consigo completar.
Pois escrevo um verso e já acontece outro.
Me lembro de um anuário de poetas que ficava na cabeceira da minha avó... Me parecem ter o mesmo peso; com suas mil e oitocentas paginas.
Repetitivo.
Só não entendo porque ainda registro em tom de "E então destino, não consegue fazer melhor?"


Vindo agora, sendo Pandora, os próximos versos já sei de cor.