quarta-feira, 29 de junho de 2016

O maior poema do mundo

Eu tenho faces sinistras. Remoer é uma delas. Eu mesma sou minha pior carrasca.
Desde novinha gosto do que me dá medo, do que me machuca, do que me assusta. Talvez me tenha sido cobrado um amadurecimento prematuro que eu busquei por vias erradas. Talvez.
Talvez eu mesma não me permita sofrer. Talvez eu me odeie por não saber resolver. Talvez eu me cobre muito mais do que viver.
Fiz um poema-tortura que faço questão de completar a cada problema que passo. Desilusões amorosas não valem. Coisas internas não valem. Problemas pequenos não valem. Está em jogo apenas o que que visivelmente e inquestionavelmente uma ponta de precipício.

São muitas estrofes remoídas. Daqui muitos anos eu volto e conto se sou dona de uma vida consideravelmente feliz ou do maior poema do mundo.