terça-feira, 5 de julho de 2016

Carta à sua luz ll

Olá Lua,
Eu, novamente, lhe peço ajuda. Encontro-me perdida nessa noite imensa; que nenhuma crença é capaz de afagar. A esperança escapou-me e lhe peço, óh lua, pra que peça agora pra ela voltar.
Amanhã a tarefa não pode ser falha nessa batalha que mal sei lutar. Se há salvação a ela ou não, mandou-me o amor tentar conversar.
Então lua, me rege. Tão desgovernada, desaprendi a existir e até a chorar. 
Peço, mãe lua, que amanhã me protege.
O pavor é demais profundo.
E nunca no mundo ousei recuar.
Então me empurra pra esse caminho e me faz, com carinho, conseguir falar.
Falar de um modo que convença a ela que, apesar de singela, a vontade é salvar.
Me guia, mãe lua, estou apavorada, com medo, assustada pois não sei ser mãe.
Já que de "mãe" falamos, me ajude a manter mais uns anos a que mal existe.
Agradeço a atenção. Com ajuda ou não, minha coragem persiste.

Atenciosamente,
De maneira descrente,
Sua filha mais triste.