segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Noite fria de primavera

Paz da madrugada.
Há saudade e medo
Na brisa morna e salgada,
Que chega narrando sutil
Esse breve doce enredo;

Faz frio na alma,
Que o céu quente ignora.
Lá brilha a lua...
Que pisca e derrete a calma,
De cada estrela que chora;

A noite passa, venta e sonha,
Em seus martírios de emoção.
Na madrugada serena,
É primavera lá fora,
Mas neva no coração.