terça-feira, 5 de julho de 2016

Carta à sua luz ll

Olá Lua,
Eu, novamente, lhe peço ajuda. Encontro-me perdida nessa noite imensa; que nenhuma crença é capaz de afagar. A esperança escapou-me e lhe peço, óh lua, pra que peça agora pra ela voltar.
Amanhã a tarefa não pode ser falha nessa batalha que mal sei lutar. Se há salvação a ela ou não, mandou-me o amor tentar conversar.
Então lua, me rege. Tão desgovernada, desaprendi a existir e até a chorar. 
Peço, mãe lua, que amanhã me protege.
O pavor é demais profundo.
E nunca no mundo ousei recuar.
Então me empurra pra esse caminho e me faz, com carinho, conseguir falar.
Falar de um modo que convença a ela que, apesar de singela, a vontade é salvar.
Me guia, mãe lua, estou apavorada, com medo, assustada pois não sei ser mãe.
Já que de "mãe" falamos, me ajude a manter mais uns anos a que mal existe.
Agradeço a atenção. Com ajuda ou não, minha coragem persiste.

Atenciosamente,
De maneira descrente,
Sua filha mais triste.

Rimas soltas de coragem motivada

Pensei enquanto me despedia:
Vou viver mais um dia,
Só para o nosso reencontro.

Cada minuto que conto
Te deixa mais perto de mim.

Vou viver mais um dia 
E quebrar a apatia
Com a sua insistência,
Seu amor,
Sua clemência,
Com seu jeitinho, enfim;

Pois te tenho agora,
Hoje e sempre te amo,
Então não vá embora
É por você que vivo mais.

Acredite rapaz: 
Você me ganha, sem perder, sem engano
E com o bem que me traz
Me faz, todo dia, querer mais um ano.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Se eu morrer essa noite...

Peçam perdão por mim,
Porque morri sem amar direito
Fiz tudo errado e do meu jeito
Fui cruel
Por só saber ser assim.

Se eu morrer essa noite quero que durmam em paz
A saudade o tempo desfaz
Morri tarde
Sufocada
Pelas coisas que não fiz 

Se eu morrer essa noite peço que sigam vivendo
Sigam da mesma maneira
Pois eu tive a vida inteira 
E não aprendi a ser feliz

Se eu morrer essa noite não se desfaçam de nada.
Ou desfaçam.
A minha jornada
Encerrou do jeito que eu quis.

Desistência com coerência

É dor vindo de tantos cantos
Tantos medos e desencantos
Que desaprendi a chorar...

Tem mágoa de todo jeito
Que o efeito não vai passar.

Já não sei defender nem a mim,
Já que também acabei assim,
Tomara o mundo saiba acabar.