sábado, 31 de dezembro de 2016

Fogos ao longe

Há fogos ao longe
E eu nem sei pra onde a vida caminha.

O céu colorido,
Mais um ano vivido,
Menos uma linha...

Com lágrimas julgo o mundo.
Meu amor mais profundo
Está se esvaindo.

Como comemoram?
Meus olhos, que choram 
Não choram sorrindo.

Não há festa pelo que vai embora.
E sinto que agora 
Algo talvez se aquiete.

Mas a mim só há medo
Nesse novo enredo de 2017.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Arouche

Nas ruas do centro
Com a morte no olhar
Com sal na saliva
E descaso no andar.

Quebro o Arouche
Com dor que me trouxe
A vida, ao passar.

Dói a memória, dói a alma;
Não há calma...
Só há dor no respirar.

Nas ruas do centro
Não há um momento
Em que se saiba amar.