terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Arouche

Nas ruas do centro
Com a morte no olhar
Com sal na saliva
E descaso no andar.

Quebro o Arouche
Com dor que me trouxe
A vida, ao passar.

Dói a memória, dói a alma;
Não há calma...
Só há dor no respirar.

Nas ruas do centro
Não há um momento
Em que se saiba amar.