domingo, 9 de julho de 2017

Dia das mães de 2017

Dia das mães chega assim, de mansinho, com aquelas flores todas, que é pra machucar discretamente.
A data é comercial mas traz reflexões. 
Agora não me dói o dia dos pais... Que ironia!
Mas o dia delas chegou sem elas. 
Chegou sem os abraços. No plural porque antes eu esbanjava mães por aí. Um deles, temporariamente. (Tenho fé que sim.)
E vejo-me incluída mais uma vez no grupo dos que vão brincar no parque enquanto os coleguinhas fazem a homenagem em cartolina. 

Hoje o meu abraço teve que arranjar um jeito de ultrapassar, guiar, enfrentar e transcender as limitações que agora tenho para chegar até "as minhas mães".
Talvez eu seja capaz também disso...
Elas me criaram para que eu seja capaz.

E sinto que hoje tenho mais a homenagear do que qualquer pessoa que conheço. Mas a vida tem dessas... Nos tira coisas pra que a gente aprenda que a presença física é só um detalhe perto do amor que a gente constrói. E talvez te arranque tudo no que você mantém apego, pra que aprenda a se apegar no que realmente deve ser valorizado. 
Acho bom deixar uma nota de reflexão, não para que o recurso infeliz do facebook me lembre que é o primeiro "dia das mães" estranho em minha vida; mas para que me lembre que passei por ele; e passei consciente. Hoje não tenho a presença física delas aqui mas tenho mais do que isso: a certeza de que esse amor ultrapassa qualquer presença física. Elas estão e estarão mais aqui do que nunca. E espero que amigos que se encontram em situações parecidas sintam o mesmo. 

Um feliz dia das mães a nós e aos vínculos transcendentais que criamos! 
Um feliz dia das mães às demais segundas-mãezinhas que ainda posso abraçar...
Um feliz dia das mães à minha mãe.
E à minha avó-mãe.