segunda-feira, 10 de julho de 2017

Vela, papel e só

Eis aqui meu pior papel: o de ser forte.
Papel trocado, apagado, triturado...
Papel que não sei recriar.
Papel queimado que virou pó.
Quero ser o amparo que precisam por aqui; mas o fato é que não sou ela. 
Não sei as falas desse personagem mal construído, que ela conduziria com amor.
Hoje sei ser pó onde ela era vela. Vela translúcida e aconchegante, que trazia luz. Que ao ser chama, dançava. Que ao ser fria, ainda assim iluminava. Vela essa que não apaga em mim.
Ela, vela.
Eu, pó.
Não sei se sei conduzir. 
Simples e só.