Dois de Fevereiro
No oceano — profundo —
um som que faz chorar
quando acolhe a dor do mundo,
Janaína, Odoyá!
Nos passos da areia
desenhei o meu olhar
protegido por sereia,
Janaína, Iemanjá.
Quando eu era menina
ouvi canto a admirar,
No mar, a luz da retina...
Odoyá! Odoyá!
No azul em imensidão
vi o mundo me embalar
num colo de proteção,
Dandalunda, Odoyá!
E quando me perco em tristeza
como onda a navegar,
rainha sereia — correnteza —
me embala, Iemanjá.
[2 de fevereiro de 2024.]