Lua do Antiquário
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
amor,
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Poema do amor sem fim
E eu de você
E ele de mim
E ela tão dele que já não sei mais
E olhando pra ele
A dor é tão grande
Que julgo o melhor
Ser amar o de trás.
domingo, 15 de janeiro de 2012
Seu mel
Agora, com onze, ja sabe as maldades
Que seres sem luz insistem em ter
E lágrimas correm pela mocidade
Que precocemente a faz sofrer
Criança mais moça do parque do mundo
Conhece o mal já na teoria
Que um escudo de paz, a cada segundo
Não deixe que lhe apresentem tal apatia
Se nas cores da vida seu vermelho desponta
Que nunca desbote, pois és tão linda
O mundo agora finalmente a apronta
Por cada momento, ida e vinda
Ao transformares o açúcar que tens em mel
Podes perder toda a esperança
Mas com os olhos no mundo e coração no céu
Conserver sempre o olhar de criança.
domingo, 8 de janeiro de 2012
E o mestre monroe...
Scarlett, menina doce
Que o'hara a fama de má
E que honra!
Certa vez eu leigh que é o pseudônimo de Vivien
Li tantas outras coisas das quais não me gable
E mesmo que me garbasse, Greta não permitiria...
Ela davis tal silêncio à Bette
Mas muito embora loren, Sophia vai contar...
Avá que a esposa de Sinatra não era tão frank
Que o Donald é o'connor do momento todos já sabem...
Francamente me poppins, nem a Mary cai mais nessa!
Andrews, Julie! Diga a verdade!
A Grace kelly ouvir
Fume um charisse com a Cyd e descubra mais segredos
Não temos mais temple pra fingir que a Shirley é santa,
Astaire que tu me contes, estarei com Fred
Quero taylor por perto, antes que Elizabeth chegue!
Nas dietrichs da vida quem é Marlene segue o fluxo,
Na terra de Havilland, Olivia não é Newton-John,
Nesse Reynolds, quem governa é mesmo a Debbie;
Ela não é nenhum Gene, mas também sabe sapatear.
Seja crawford a fofoca, a Joan vai divulgar!
Leslie fica hayworths de mim, e isso me i Rita.
Vai sair caron pra ela, mas já disse...
Não me garland de minhas maldades!
E mesmo que me gabasse, Greta não permitiria...
Agora repita tudo deneuve, porque a Catherine mandou.
Scarlett O'hara, Vivien Leigh, Clark Gable, Greta Garbo, Bette Davis, Sophia Loren, Ava Gardner, Frank Sinatra, Donald O'Connor, Mary Poppins, Julie Andrews, Grace Kelly, Joan Crawford, Cyd Charisse, Shirley Temple, Fred Astaire, Elizabeth Taylor, Marlene Dietrich, Olivia de Havilland/ Olivia Newton-John, Debbie Reynolds, Gene Kelly, Leslie Caron, Rita Hayworth, Judy Garland, Catherine Deneuve.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Poema de meio segundo
Incrível e não ter que se esforçar para conquistar
E aceitar as conquistas que já estão no caminho
Entender que para ser amado é preciso amar
E ser humano nenhum é capaz de ser sozinho
Qual o problema de termos um grande problema
Se cada um acredita ser seu o maior que existe
Se todos estão vivendo, é porque a vida é plena
E a cobiçada piedade, não passa de algo triste
A dor é quem forma as rimas dos poemas mais belos
Na escrita de um nostálgico o amor não dura um segundo
Mas nem a literatura e os versos mais singelos
Exprimem a alegria de estar de bem com o mundo.
sábado, 24 de dezembro de 2011
O mistério de São Nicolau
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
A lenda do Urutau
Jurutaui, na região amazônica; Ibijouguaçú entre os Tupis e Mãe-da-lua entre os mineiros; o Urutau é uma ave noturna cuja o costume de fitar a lua enquanto emite seu lamentoso canto triste, deu origem a algumas versões. Eis o encanto...

"Numa humilde casinha do sertão, vivia com seus pais uma moça muito feia. Naturalmente, por causa disso, não conseguia arranjar um namorado. O tempo passava, suas amigas todas se casaram e ela continuava desprezada.
Mantendo ainda alguma esperança de que lhe surgisse um pretendente - pois, afinal, tinha suas qualidades: inteligente, trabalhadeira e boa cozinheira - adquiriu o hábito de sair à noite para passear pelos campos e bosques.
Certa vez, em um desses passeios, ouviu o tropel de um cavalo que se aproximava. O coração aos pulsos, imaginou que ali vinha o homem que se casaria com ela. Em poucos segundos viu descer de uma cavalo ricamente arreado, um belo e garboso cavaleiro, um príncipe que se aproximou e perguntou-lhe como podia chegar à estrada principal. A moça habilmente procurou cativar o príncipe pela gentileza e ofereceu-se para acompanhá-lo. Apesar de feia, era muito inteligente e foi fácil manter uma conversa agradável com o príncipe que, não lhe percebendo a feiura, pois não havia luar, pediu-a em casamento. Mas infelizmente, sua felicidade durou pouco. A lua surgiu, iluminando o rosto da jovem. O príncipe, tomado de grande espanto, inventou uma desculpa para se afastar e se foi. A jovem, que de nada suspeitava, ficou esperando o seu regresso.
Muito tempo depois, uma feiticeira sua conhecida, ia passando e parou para conversar. A moça contou a ela o que acontecera e pediu para ser transformada numa ave para assim sobrevoar a região e encontrar logo o príncipe. A feiticeira não queria, mas a jovem insistiu tanto que ela acabou concordando. Partiu, então, a jovem, transformada numa ave feia e desajeitada. Percorreu a região por várias vezes e nada de avistar o príncipe, que àquela altura, já estava bem longe.
Desolada, a ave procurou a bruxa e pediu para voltar à forma humana. Esta, porém nada pode fazer e a pobre teve que se conformar com seu destino de ave feia e triste. É por isso que, quando a lua aparece, o urutau solta aquele grito triste que parece dizer "foi, foi, foi", lembrando o príncipe que fugira da moça feia."
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Nesse mundo tão pseudo-liberal..
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Como era doce;

Como era lindo;
As noites tão quentes repletas de histórias...
Que em minhas memórias...
Conservo sorrindo,
Como brilhava;
Nem mil serenatas sob a branca lua...
Me fariam amar tanto aquela rua,
E a praça, tranquila, que eu idolatrava,
Como era azul;
Aquele meu céu do outro lado da janela
E a estrela mais bela
Que apontava pro sul,
E era perfeito;
De tão empolgada com a mocidade...
Não despedi da cidade...
Que era meu leito,
Emolduro a tal querida...
Em cada segundo,
Tão perdida no mundo!...
Cidade de minha vida.
domingo, 9 de outubro de 2011
Palavras de março...
Cinco parágrafos inúteis pra rodear o meu amor; e mascarar, e disfarçar a declaração que aparecia.
Mas meu jeito quase-insensível foi confundível, e te fez pensar que eram pedidos, ou quem sabe reclamações do seu jeito incomum.
Mas reclamação sincera, sobre o seu 'sorriso bobo', não havia em nenhum!
E naqueles versos perdidos, haviam só "palavras de março"...
E palavras não descrevem a alegria que sinto ao te ver dormindo, acordando; e fazendo as coisas mais banais que o mundo te designa a fazer.
Entende agora o que eu quero dizer?
E se a resposta ainda for "não". Tenho mais uma vida inteira para te ensinar que amo você.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
bem querer
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
A foto que resume saudade;
Uma menininha de longos cabelos negros no auge da infância de pés descalços em frente à porta de madeira da casa 6 de um dos bairros mais antigos da cidade.
Um portão de ferro logo ao lado, cujo barulho avisava os moradores do velho sobrado de que o mesmo fora aberto e, conseqüentemente, estavam lavando a calçada.
Uma parede alta de tijolinhos marrons, como a casa do mais esperto dos “três porquinhos” do antigo conto infantil; indicando que ali havia não somente segurança, mas muito espaço para a alegria e fantasias juvenis.
Uma antiga arandela com uma lâmpada de luz muito baixa que permanecia acesa durante todas as noites enquanto o último filho dos donos do sobrado não entrasse; e iluminava pequenas trilhas de formiguinhas na parede branca, entre outros universos interessantíssimos aos olhos de uma criança...
Ah sim! E os olhos. Os olhos da menininha que, entre seus traços característicos de meio-mestiça e seus universos de criança, refletidos em cada piscadela... olhavam para mim, e hoje (se bem observados) parecem ter tentado me alertar de que “observar tudo isso um dia ainda seria apenas saudade”.
É, parece que o tempo passou na janela e só eu não vi.
sábado, 10 de setembro de 2011
À minha mãe...
Eis um vídeo dedicado à pessoa que me fez conhecer sensações bipolares, de ternura ao desespero. Em cada traço dessa antítese facial está escrita a mais linda história que presenciei e da qual, orgulhosamente, faço parte. Não sei se estou presente em seus olhos tristes e serenos ou em seu sorriso largo e contagiante; o fato é que sou parte dela pois ainda não consigo ser Milene inteiramente. Aí está o capítulo ilustrado mais difícil da época em que quase fui 'de privilegiada a órfã'... Os meses mais difíceis da minha vida... O tempo em que quase perdi minha mãe.
(...)
E que cada volta sua realmente apague o que alguma ausência sua possa ter me causado.
domingo, 14 de agosto de 2011
O Meu Pai Frankenstein
É estranho sentir-se perdida numa data em que muitos já têm a opção certeira do que fazer enquanto outros apenas deixam-se levar pela emoção da ocasião. O fato é que nesse dia, para mim, não há emoção alguma que eu possa chamar de "legalmente minha". Estaria errada em me sentir no direito de comemorar o Dia dos Pais sem ter um pai (propriamente dito) para presentear? Um ateu é errado ao presentear a mãe, católica fervorosa, com um belíssimo presente de natal? É justo uma criança de apenas cinco anos não ganhar mais ovos de chocolate durante a páscoa porque alguém acabou com o encantamento revelando que o coelhinho não existe?
Pois bem, estou aqui de braços abertos para presentear com toda minha gratidão qualquer figura paterna que tenha passado pela minha vida, mesmo não recebendo o honrado título de "pai". Estou aqui para, finalmente, apresentar a vocês O MEU PAI...
Só há um probleminha: ele está meio fragmentado! (...) Sim, é difícil ter um pai em pedacinhos, mas nem por isso deixa de ser uma opção interessante. Quero que vocês conheçam, nessa data tão especial, os tais pedacinhos, cada qual em sua função. Apresento-lhes agora... O Meu Pai Frankenstein:
Não me canso de repetir, ano após ano, meu agradecimento clichê aos meus tios Marcos e Marcelo, que com laços de afeto que vão muito além de relação de tios com sobrinhas me fizeram entender o lado jovem da relação fraternal.
Em meu tio Marcelo sempre tive o conforto de uma mente jovem, apaziguando qualquer possível choque de gerações e me ajudando nos momentos mais difíceis. Em meu tio Marcos encontro o conforto intelectual de "pai que ensina", despertando assim o brilho de admiração de um olhar confuso de menina perdida, em cada conversa que temos.
Sinto-me à vontade para agradecer também meu padrasto, Luis Mauro, que considero não somente o pai que acompanha e cuida da minha mãe nos momentos em que ela precisa, mas a pessoa que me adotou por livre e espontânea bondade.
Devo lembranças também à meu pai biológico que, embora (talvez) nem ao menos se lembre de mim, é o grande responsável pela minha existência e deve ter seus motivos pela longa distância.
Também agradeço minha mãe que, incrivelmente (e eu imagino o quanto tenha sido difícil) muitas vezes assumiu também o papel de pai da maneira que pôde.
E finalmente, assumindo a posição de frente, agradeço meu avô Fausto, o grande coração desse "Pai Frankenstein", que após ter criado quatro filhos em moldes tradicionais, contrariou seus próprios conceitos provando assim à sociedade que é possível amar uma criança que veio em "hora inesperada", e me ensinando que o pai biológico é apenas um detalhe na verdadeira relação fraternal.
Agora vocês já conhecem meu pai Frankenstein... e todo amor que provém desse meu coraçãozinho impuro dedicado a ele;
Para quem não tinha pai, agora tenho mais do que vocês!
Grande beijo a todos os papais do mundo!



