Esse ano foi, sem dúvidas, o mais marcante da minha vida, tanto para o bem, quanto para o mal. Não somente por ser um ano de transição, de mudança de fase, de despedidas, de medos, inseguranças etc, mas por uma série de acontecimentos que não valem a pena comentar.
Desde muito nova decidi que ia sair de minha cidade assim que já tivesse a autonomia necessária para cuidar de minha própria vida. Sempre soube que não ia ser fácil. Aos 12 anos decidi fazer teatro, mas não daquela maneira utópica e idealista que muitas meninas dessa faixa etária optam; escolhi fazer teatro sabendo que era uma carreira difícil, disputada, injusta e não muito valorizada. Fui muito criticada pela minha família. Vez ou outra minha mãe me apoiava, mas eu sentia nela o medo de que eu me tornasse amarga, insegura, ou até mesmo passional demais. Mas segui em frente. Mantive minha decisão, como a mantenho até hoje. Estou prestando os vestibulares para artes cênicas em universidades públicas e particulares.
Outra idéia fixa que, diferentemente da iniciação nesse meio artístico, já não foi tão criticada, foi a vontade enorme de morar em capital. Sempre passei todas as minhas férias no Rio ou em São Paulo, mas nunca cheguei a ficar por mais de um mês em nenhuma das duas cidades. Posso dizer que não gosto de minha cidade. Tenho um carinho especial pelas lembranças, por minha infância que ficará sempre guardada aqui, e por todos os amigos e colegas que comigo compartilharam cada momento de suas vidas; mas só quem mora em cidade de interior sabe como é, e conhece de perto certos problemas que, embora muitas vezes pequenos, me encomodam muito mais que os problemas das cidades grandes.
Minha maior dúvida agora é quanto o lugar. O Rio tem seus encantos, seu astral, a natureza, a paz e toda aquela alegria carioca que me encantaram desde que eu era muuuito pequenininha. Mas São Paulo, por sua vez, tem aquela agitação, a diversidade e acredito que maior potencial artístico que o do Rio, sem contar que fica mais perto de minha cidade, mais perto da minha família. Tenho parentes em ambos os lugares. Gosto mais do Rio, mas sinto que meu perfil combina mais com SP. Sinceramente... não sei o que faço. Passei em uma particular em São Paulo e é bem provável que eu passe na do Rio também. O resultado sai só dia 1 de dezembro.
Independente da cidade que eu escolha vou ter que assumir minha vida daqui para frente. Morar sozinha, fazer supermercado, acordar cedo sem ninguém para me chamar, arrumar o apartamento, ir para a faculdade sem meu avô para me levar e o pior de tudo: estou animada! Daqui alguns meses venho aqui reclamar, mas por enquanto estou gostando da idéia. hehe
A pouco tempo atrás minha avó preparava meu jantar, eu assistia Disney Club e sonhava em ser uma das Chiquititas, e parece que passou tão rápido, tanta coisa aconteceu! A vida passa mais rápido do que imaginamos. Ontem mesmo eu era uma criança e, antes que eu pudesse reclamar de qualquer coisa, já surgiram problemas maiores e o tempo havia mudado minha forma de ser, minha forma de pensar... Bem, quando eu tiver informações concretas conto a vocês, sem falta! Boa noite meus amigos, tenho que dormir, amanhã tem Fuvest. Grande beijo a todos! Fui!
sábado, 21 de novembro de 2009
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Gardenal às Helenas!
Atenção Helenas, divas, filhas, musas do Manoel Carlos, tenho uma mensagem muito especial a todas vocês, não poderia deixar de começar essa linda representação de carinho sem mandar um belo e ereto dedo do meio bem levantado no meio de vossas fuças!
Desde que sou criança (não diria exatamente "pequena") aguento noites e mais noites de choradeiras da personagem "marcante" da mulher honesta e batalhadora que sofre por amor. Já se passaram muitas Helenas pela minha TV e o incrível é que todas elas pareciam apenas mudar de corpo. O escritor de tais novelas, o queridíssimo Manoel Carlos alega que esse personagem ja é característico de suas novelas (como se ainda não tivéssemos percebido!), acontece que isso para mim não tem outro nome senão "puta falta de criatividade do caralho!"!
"Exaltação ao Leblon/ sofrimento da Helena/ exaltação ao Leblon/ sofrimento da Helena/ exaltação ao Leblon..." Chega! Nós... criaturas portadoras de sentimentos (duvidosos ou não) e senso do ridículo não aguentamos mais ver a meesma novela há anos, mudando somente o título da obra! Nós queremos algo que faça história. Uma novela com henredo, que prenda a atenção do querido telespec, de preferência! E com o perdão da uso da má expressão... senhores autores de novelas e roteiristas de programas xulos em geral... enfiem o aparelhinho de Ibope no rabo!
Bom, mas a intenção inicial era criticar as helenas, e não indicar o destino do tal aparelhinho;
As Helenas. Moças fortes, sinceras, guerreiras e, digamos, bonitas. A mulher perfeita (na cabeça do Manoel Carlos). Só tem um porém... ela é tão perfeita e tão correta em suas atitudes que todos a odiamos! Adjetivos como "justa", "tolerante" e "preocupada"; passam a chamar-se "amarga", "tapada" e "corna-mansa" na pele das Helenas. Qual mulher que nunca teve vontade de dar um chacoalhão em alguma das Helenas e dizer: "Mete um chifre no cafajeste do seu marido!!" ?; ou "Dá umas porradas na biscate da sua enteada!" ?
Sim, as Helenas são burras, chatas, enjoadas e (ai o pior!) esnobes! Pois embora não queiram mostrar, quase sempre são ricas e os assuntos não passam de "roupas, academia, marido, filhos e dieta". Agora... o cúmulo para mim foi a escolha dessa última Helena, da novela Viver a Vida. Não por ser a Taís Araújo, que é uma atriz linda e talentosa, que admiro muito; mas por ser 'a Helena negra'. Juro que nas outras novelas não vi anunciarem 'a Helena branca'. Quer dizer então que foi tipo uma caridade colocarem uma mulher negra para ser a protagonista da novela das 8? Oooh, que acontecimento! Uma negra fazendo 'papel de branca'. Olha o PUTA PRECONCEITO que a gente encontra aí pelas revistas e jornais.
Queridas e queridos (se é que ainda tem algum homem lendo essa porcaria)... se manifestem! Não engulam mais a maldita submissão das fúteis Helenas do Manoel Carlos. Assistam TV Gazeta, mas não deixem que as helenas invadam suas vidas, como fizeram com a minha! Passei boa parte da minha infância ouvindo o choro dessas mulheres mal-amadas e isso me deixou muitas sequelas (percebe-se né?). Só não digo: boicotem o Manoel Carlos pois ele ainda teve o bom senso de colocar Mateus Solano, Thiago Lacerda e Rodrigo Hilbert na mesma novela; mas não prendam suas energias diante das afetadas e saltitantes helenas-do-Leblon, descarregue sua raiva! Grite bem alto: "Hey, Helena, Vai tomar no ...!" e passe essa solidariedade adiante!
Grande beijos chorosos e sofridos de corna-mansa pra vocês!
ps.:[agora viria um depoimento triste e perseverante de alguém que sofre como uma Helena, mas o Manoel Carlos não deixou eu plagiar, droga!]
Desde que sou criança (não diria exatamente "pequena") aguento noites e mais noites de choradeiras da personagem "marcante" da mulher honesta e batalhadora que sofre por amor. Já se passaram muitas Helenas pela minha TV e o incrível é que todas elas pareciam apenas mudar de corpo. O escritor de tais novelas, o queridíssimo Manoel Carlos alega que esse personagem ja é característico de suas novelas (como se ainda não tivéssemos percebido!), acontece que isso para mim não tem outro nome senão "puta falta de criatividade do caralho!"!
"Exaltação ao Leblon/ sofrimento da Helena/ exaltação ao Leblon/ sofrimento da Helena/ exaltação ao Leblon..." Chega! Nós... criaturas portadoras de sentimentos (duvidosos ou não) e senso do ridículo não aguentamos mais ver a meesma novela há anos, mudando somente o título da obra! Nós queremos algo que faça história. Uma novela com henredo, que prenda a atenção do querido telespec, de preferência! E com o perdão da uso da má expressão... senhores autores de novelas e roteiristas de programas xulos em geral... enfiem o aparelhinho de Ibope no rabo!
Bom, mas a intenção inicial era criticar as helenas, e não indicar o destino do tal aparelhinho;
As Helenas. Moças fortes, sinceras, guerreiras e, digamos, bonitas. A mulher perfeita (na cabeça do Manoel Carlos). Só tem um porém... ela é tão perfeita e tão correta em suas atitudes que todos a odiamos! Adjetivos como "justa", "tolerante" e "preocupada"; passam a chamar-se "amarga", "tapada" e "corna-mansa" na pele das Helenas. Qual mulher que nunca teve vontade de dar um chacoalhão em alguma das Helenas e dizer: "Mete um chifre no cafajeste do seu marido!!" ?; ou "Dá umas porradas na biscate da sua enteada!" ?
Sim, as Helenas são burras, chatas, enjoadas e (ai o pior!) esnobes! Pois embora não queiram mostrar, quase sempre são ricas e os assuntos não passam de "roupas, academia, marido, filhos e dieta". Agora... o cúmulo para mim foi a escolha dessa última Helena, da novela Viver a Vida. Não por ser a Taís Araújo, que é uma atriz linda e talentosa, que admiro muito; mas por ser 'a Helena negra'. Juro que nas outras novelas não vi anunciarem 'a Helena branca'. Quer dizer então que foi tipo uma caridade colocarem uma mulher negra para ser a protagonista da novela das 8? Oooh, que acontecimento! Uma negra fazendo 'papel de branca'. Olha o PUTA PRECONCEITO que a gente encontra aí pelas revistas e jornais.
Queridas e queridos (se é que ainda tem algum homem lendo essa porcaria)... se manifestem! Não engulam mais a maldita submissão das fúteis Helenas do Manoel Carlos. Assistam TV Gazeta, mas não deixem que as helenas invadam suas vidas, como fizeram com a minha! Passei boa parte da minha infância ouvindo o choro dessas mulheres mal-amadas e isso me deixou muitas sequelas (percebe-se né?). Só não digo: boicotem o Manoel Carlos pois ele ainda teve o bom senso de colocar Mateus Solano, Thiago Lacerda e Rodrigo Hilbert na mesma novela; mas não prendam suas energias diante das afetadas e saltitantes helenas-do-Leblon, descarregue sua raiva! Grite bem alto: "Hey, Helena, Vai tomar no ...!" e passe essa solidariedade adiante!
Grande beijos chorosos e sofridos de corna-mansa pra vocês!
ps.:[agora viria um depoimento triste e perseverante de alguém que sofre como uma Helena, mas o Manoel Carlos não deixou eu plagiar, droga!]
domingo, 1 de novembro de 2009
o que é infância [?]
Fechei meus olhos por algum tempo e quando abri... o tempo ja havia passado! Mas que coisa!, minha priminha cresceu, as pessoas envelheceram, minha cidade mudou... eu cresci, e na mesma proporção meus problemas aumentaram.
Na mesma velocidade que minha infância passou posso fechar os olhos e não mais acordar.
E existe algo mais doce que a infância? Por mais amarga que seja.. é a infância!, e você é o centro de tudo, mesmo que não seja o centro de nada. Você cria seu mundo mesmo que não permitam e acha que é feliz, mesmo não sendo!
A infância é a fase em que você se sente mais perto de tudo, mesmo estando tão longe do mundo. Você vive presa a correntes familiares mas quando fecha os olhos conhece lugares em que você mesmo não imaginava que existiam.
Você está mais perto das flores, dos jardins e tudo é novidade. Você encontra beleza nas formas e cores dos objetos, e imagina histórias nos simples formatos das nuvens. Seu nível de aspiração é baixo, fazendo com que mais vezes você realize seus sonhos.
As coisas ruins estão sempre distantes, e sua casa é seu santuário. Seu lar é sua escola e seu conforto. Seus familiares são seus anjos, seus heróis, seus exemplos. Os livros são ferramentas mágicas, os filmes sempre têm finais felizes e os defeitos físicos não passam de características comuns dos seres humanos.
Então você cresce. Cresce não! Conhece. O tempo passa e você começa a conhecer a vida. Passa a compreender do que as coisas são feitas, as origens dos problemas e os defeitos das pessoas. O mundo mágico acaba e o lado obscuro da vida se revela. É nessa transição que alguns preferem manter a pureza infantil, enquanto outros mergulham no poço amargo dos novos conhecimentos. É nesse misto de idéias e excesso de informações que formam-se as diferentes personalidades, e sem a chamada 'base familiar' estamos perdidos!
O interessante é que, independente de seu caráter, todos já tivemos infância, e cada um de nós já teve seus sonhos ou sorriu na presença de alguém. Cada um de nós já foi feliz com algo pequeno, mesmo que as lembranças tenham sido ignoradas. Espero guardar minha infância para sempre em minha mente, como a fase 'limpa' e não a fase deixada para trás.
sábado, 10 de outubro de 2009
fases
A felicidade é relativa; sempre relativa. O que me faz feliz pode ser pouco para você e vice-versa. O fato é que hoje estou feliz, e decidi escrever.
Para quem não sabe (acho que contei somente para alguns amigos, minha mãe está passando por um tratamento em uma clínica a exatamente 2 meses e 26 dias (sim, eu estou contando dia após dia o tempo em que ela está lá). No começo deste ano ela estava muito mal e foi piorando gradativamente. Sua doença emocional, a bipolaridade, acabou desencadeando uma série de outros distúrbios, entre eles a anorexia, o que resultou em uma internação involuntária às pressas.
Tenho encarado esse tempo em que ela está longe como um 'cartão de entrada' para uma nova vida, uma chance, uma oportunidade única de estabilizar seu humor e voltar a ser a mulher guerreira e linda que todos admiram.
Hoje é sua primeira 'ressocialização'. Ela foi liberada pela clínica para passar 3 dias em casa, na companhia dos familiares, como forma de incentivo ao tratamento.
Meu padrasto a buscou de manhã, chegaram logo após o almoço, e logo em seguida chegaram meus tios, tias e minha priminha.
Exatamente nesse momento estou escutando as vozes e risadas vindas da cozinha, e se querem saber (ou não)... percebi que são mais que apenas momentos em família, são a representação do meu passado, é meu feliz presente, e quem sabe até mesmo parte do meu futuro? São momentos únicos, marcantes, que me levam a refletir... E se um dia tudo isso acabar? Por que passamos por tantas tempestades para retornarmos ao ponto inicial? Quem decide quando esses momentos estarão presentes?
Mas nunca passam de momentos de reflexão.
A verdade é que jamais teremos essas respostas, jamais saberemos quando esses dias chegarão.
Só quero estar sempre consciente de que esses momentos são únicos, e aproveitar ao máximo cada segundo perto de minha família, de meus amigos, e de mim mesma; afinal, passamos por fases difíceis, fases alegres, e nunca somos compleamente felizes, o que nos torna cada vez mais fortes e compreensivos.
Acreditem... Se minha família ainda consegue ter momentos de alegria, é porque nunca perdemos as esperanças, e qualquer um pode conseguir ser feliz, basta desejar isso com muita fé! Tenham um óotimo sábado, e saibam que, quando me refiro aos amigos, isso inclui todos vocês, os amigos virtuais!
Para quem não sabe (acho que contei somente para alguns amigos, minha mãe está passando por um tratamento em uma clínica a exatamente 2 meses e 26 dias (sim, eu estou contando dia após dia o tempo em que ela está lá). No começo deste ano ela estava muito mal e foi piorando gradativamente. Sua doença emocional, a bipolaridade, acabou desencadeando uma série de outros distúrbios, entre eles a anorexia, o que resultou em uma internação involuntária às pressas.
Tenho encarado esse tempo em que ela está longe como um 'cartão de entrada' para uma nova vida, uma chance, uma oportunidade única de estabilizar seu humor e voltar a ser a mulher guerreira e linda que todos admiram.
Hoje é sua primeira 'ressocialização'. Ela foi liberada pela clínica para passar 3 dias em casa, na companhia dos familiares, como forma de incentivo ao tratamento.
Meu padrasto a buscou de manhã, chegaram logo após o almoço, e logo em seguida chegaram meus tios, tias e minha priminha.
Exatamente nesse momento estou escutando as vozes e risadas vindas da cozinha, e se querem saber (ou não)... percebi que são mais que apenas momentos em família, são a representação do meu passado, é meu feliz presente, e quem sabe até mesmo parte do meu futuro? São momentos únicos, marcantes, que me levam a refletir... E se um dia tudo isso acabar? Por que passamos por tantas tempestades para retornarmos ao ponto inicial? Quem decide quando esses momentos estarão presentes?
Mas nunca passam de momentos de reflexão.
A verdade é que jamais teremos essas respostas, jamais saberemos quando esses dias chegarão.
Só quero estar sempre consciente de que esses momentos são únicos, e aproveitar ao máximo cada segundo perto de minha família, de meus amigos, e de mim mesma; afinal, passamos por fases difíceis, fases alegres, e nunca somos compleamente felizes, o que nos torna cada vez mais fortes e compreensivos.
Acreditem... Se minha família ainda consegue ter momentos de alegria, é porque nunca perdemos as esperanças, e qualquer um pode conseguir ser feliz, basta desejar isso com muita fé! Tenham um óotimo sábado, e saibam que, quando me refiro aos amigos, isso inclui todos vocês, os amigos virtuais!
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009
[Conto] Bem tarde
No canto da sala de janelas pequenas e brancas estava sentada uma pequena criaturinha com seu livro de capa azul sobre os biomas brasileiros. Chovia desde as três da tarde e já estava anoitecendo. Os ponteiros do relógio arrastavam-se e o telefone no final do corredor tocava de minuto em minuto. O colégio estadual primário estava vazio, embora todas as luzes ainda estivessem acesas. A menininha, que mexia incansavelmente no canto de suas unhas do polegar, não se importava com o fato de estar sozinha, e nem ao menos levantava os olhos quando ouvia os raros passos largos que ecoavam no corredor de piso frio.
Passaram-se duas horas e a pequena ainda estava lá, sentada no cantinho da sala, em um banquinho de madeira todo colorido. Estava tensa e imóvel. Não era uma quinta-feira qualquer, era o dia em que completaria oito anos, e milhões de sonhos passavam na sua mente de criança.
Ouviu através da janela um barulho de motor, e sentiu uma luz muito forte do farol de um carro atravessar os vidros quebrados da janela da sala da frente; mas não se moveu. Parou de mexer nas unhas por alguns instantes e cruzou os dedos. Minutos depois, ao perceber que tudo estava como antes, deu um suspiro profundo e fechou os olhos por alguns instantes. Encostada no canto da parede, adormeceu.
Já era tarde quando uma simpática senhora ruiva veio chamá-la. A pequena abriu lentamente os olhos ao som dos portões de ferro do colégio sendo fechados. A mulher colocou-a de pé, ajeitou o vestido da menina enquanto dizia algo como: "Vamos meu bem, vou levá-la até sua casa." A criança, esfregando os olhos claros de cílios longos explicou:
- Me desculpe professora, mas não posso ir agora, meu pai me pediu que eu o esperasse aqui!
Deixando os livros de lado, a senhora ruiva ajoelhou-se, pegou as mãos da menininha e insistiu: "Eu vou levá-la pois seu pai me pediu agora mesmo pelo telefone. Ele teve um imprevisto e não poderá buscá-la!"
A pequena olhou mais uma vez para seus dedinhos pequenos e brancos, passou as mãozinhas no cabelo, pegou seu livro de capa azul e acompanhou a professora de volta para casa enquanto lembrava-se da figura sempre ausente a quem chamava de 'pai'. Anos depois, quando o mesmo fosse beijar sua testa ao parabenizá-la por alguma conquista, poderia até mesmo sorrir em retribuição, mas jamais se esqueceria das marcas de sua infância.
Passaram-se duas horas e a pequena ainda estava lá, sentada no cantinho da sala, em um banquinho de madeira todo colorido. Estava tensa e imóvel. Não era uma quinta-feira qualquer, era o dia em que completaria oito anos, e milhões de sonhos passavam na sua mente de criança.
Ouviu através da janela um barulho de motor, e sentiu uma luz muito forte do farol de um carro atravessar os vidros quebrados da janela da sala da frente; mas não se moveu. Parou de mexer nas unhas por alguns instantes e cruzou os dedos. Minutos depois, ao perceber que tudo estava como antes, deu um suspiro profundo e fechou os olhos por alguns instantes. Encostada no canto da parede, adormeceu.
Já era tarde quando uma simpática senhora ruiva veio chamá-la. A pequena abriu lentamente os olhos ao som dos portões de ferro do colégio sendo fechados. A mulher colocou-a de pé, ajeitou o vestido da menina enquanto dizia algo como: "Vamos meu bem, vou levá-la até sua casa." A criança, esfregando os olhos claros de cílios longos explicou:
- Me desculpe professora, mas não posso ir agora, meu pai me pediu que eu o esperasse aqui!
Deixando os livros de lado, a senhora ruiva ajoelhou-se, pegou as mãos da menininha e insistiu: "Eu vou levá-la pois seu pai me pediu agora mesmo pelo telefone. Ele teve um imprevisto e não poderá buscá-la!"
A pequena olhou mais uma vez para seus dedinhos pequenos e brancos, passou as mãozinhas no cabelo, pegou seu livro de capa azul e acompanhou a professora de volta para casa enquanto lembrava-se da figura sempre ausente a quem chamava de 'pai'. Anos depois, quando o mesmo fosse beijar sua testa ao parabenizá-la por alguma conquista, poderia até mesmo sorrir em retribuição, mas jamais se esqueceria das marcas de sua infância.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Anjo meu;
Anjo meu, quando saístes do chão minha certeza era única: ia embora para não mais voltar.
Estava pronta para voar e levaria consigo a minha vida;
Deixaria minha história, levaria meus sonhos;
Deixaria lembranças, mas me deixaria aqui, serena e só.
Em outras tantas quedas percebi que sempre estaríamos nós, sós, plenas;
E mesmo que existisse um outro mundo, um outro lugar...
Nosso pesar era viver aqui...
E nossa dádiva era estarmos juntas, fortes, companheiras;
Não vi que o tempo passava,
Dizia-me que o relógio estava parado, e que quem passava éramos nós.
Acreditei, sofri, tentei mudar, juro!
Mas os ponteiros sim se mexiam, e não nossos valores.
Os dias iam embora, não os nossos costumes.
Éramos iguais, e o tempo passava;
Esperei acordar de um devaneio insano e torturante,
Mas em um instante me vi apática, traumatizada, só que em uma rotina indolor;
Fomos sempre os mesmos, todos nós.
Mesmos defeitos, mesmas loucuras, mesmas histórias...
O que mudara era o mundo ao nosso redor,
As pessoas, os valores, os sentimentos.
E envolvida nesse mundo tornara-se outra.
Mas que como num ciclo, há de voltar ao início, nem que isso demore algum tempo mais!
[Acho que todo mundo já sabe para quem é]
ps.: me desculpem a falta de nexo, mas vindo de mim até que as idéias sairam bem organizadinhas. Saudades de vcs meus queridos! Hoje estou calminha! rss
bjomeliguem
Estava pronta para voar e levaria consigo a minha vida;
Deixaria minha história, levaria meus sonhos;
Deixaria lembranças, mas me deixaria aqui, serena e só.
Em outras tantas quedas percebi que sempre estaríamos nós, sós, plenas;
E mesmo que existisse um outro mundo, um outro lugar...
Nosso pesar era viver aqui...
E nossa dádiva era estarmos juntas, fortes, companheiras;
Não vi que o tempo passava,
Dizia-me que o relógio estava parado, e que quem passava éramos nós.
Acreditei, sofri, tentei mudar, juro!
Mas os ponteiros sim se mexiam, e não nossos valores.
Os dias iam embora, não os nossos costumes.
Éramos iguais, e o tempo passava;
Esperei acordar de um devaneio insano e torturante,
Mas em um instante me vi apática, traumatizada, só que em uma rotina indolor;
Fomos sempre os mesmos, todos nós.
Mesmos defeitos, mesmas loucuras, mesmas histórias...
O que mudara era o mundo ao nosso redor,
As pessoas, os valores, os sentimentos.
E envolvida nesse mundo tornara-se outra.
Mas que como num ciclo, há de voltar ao início, nem que isso demore algum tempo mais!
[Acho que todo mundo já sabe para quem é]
ps.: me desculpem a falta de nexo, mas vindo de mim até que as idéias sairam bem organizadinhas. Saudades de vcs meus queridos! Hoje estou calminha! rss
bjomeliguem
sábado, 15 de agosto de 2009
Posso falar? (...)
Novelas me irritam! Profundamente! E antes que comecem com as perguntinhas como: "Então por que você continua assistindo?", eu já respondo: - Porque eu quero!!! A vida é minha, a TV é minha, o tempo é meu e eu gasto ele como eu quiser. O cérebro é meu, e eu também prejudico ele se eu quiser.
Se eu fosse me privar de todas as coisas ridículas e irritantes do mundo eu teria que me matar, e ainda assim tomar muito cuidado com a escolha do cemitério, porque até sepulturas de políticos me irritam. Ok, mas não é esse o assunto.
Assisto novelas quando realmente não tenho o que fazer. Sou daquelas que sentam na sala do lado de alguém e fica perguntando: "Quem é esse? Quem é essa? Por que ele ta fazendo isso com ela? Ela é do mal ou é boasinha?"; e assisto principalmente para poder criticar.
Essa atual das 9, das 8... sei lá. "Caminho das Índias", certo?
Juro que ainda não entendi com precisão em qual lugar se fala português, onde se fala hindi e onde se fala inglês. Todos os personagens falam português (claro, faz sentido... a novela não daria ibope se ninguém entendesse), mas como os indianos se comunicam com os brasileiros normalmente? E por que todo mundo do Brasil na novela que tem que viajar decidi ir logo para Índia??? Caramba, tanto lugar legal pra ir e toodo mundo tem que ir pra Índia! Itália, França, Espanha, Inglaterra... mas não, um casal vai passar lua-de-mel, passa aonde? Na Índia. A milionária quer 'esfriar' a cabeça, vai pra onde? Pra Índia.
Talvez lá seja o único lugar ainda livre da gripe suína, por isso que todo mundo ta indo pra lá.
Outro absurdo que me assustou aconteceu na novela de 7h (eu acho!) no belo dia em que ligo minha TV e me deparo com um macaco dirigindo um carro!! Mas que palhaçada é essa? Não pode dirigir alcoolizado, não pode sair sem o cinto de segurança, não pode falar ao telefone, não pode mais nem fumar em locais fechados... mas um macaco dirigir, ahh isso pode! Bom, mas sobre isso não posso nem dar minha opinião completa, porque afinal nem assisto. Basta colocar o Marcos Pasquim no elenco que, para mim, é como se colocassem uma placa: "Não assista, a menos que sua inteligência queira ser subestimada!". Pois é amigos, existem atores que atraem roteiros estúpidos.
Agora, aos machistas de plantão, por favor não me julguem... "Blog de mulher, tinha que falar de novela, claro!"; "Mulheres são mesmo burras, só sabem assistir novelas..."; porque o mundo dos fanáticos por futebol também é um tanto incompreensível.
Um grupo de amigos se reúne na casa de alguém para assistir uma partida de futebol. Antes do jogo se provocam, se beliscam, riem da má sorte do adversário no último jogo... então começa. Falam palavrões, batem na mesa e até CHORAM!
O juiz fica lá, só observando, como se fosse capaz de captar um lance que milhões de olhares atentos e câmeras que transmitem o jogo captaram; mas não, o cara insiste em dizer o contrário ao que todo mundo viu! Mas quem vai discutir? Ele é o juiz, ele que manda!
Para pegar todos os momentos o juiz teria que ser no mínimo um... sei lá, um Chuck Noris! Mas disso ninguém reclama.
Ok, o jogo chega ao fim. Um time ganhou e outro perdeu. Ou empataram, tanto faz! Os caras então começam a contar os títulos, pra ver qual é o melhor time, sendo que NÃO EXISTE e não existirá um melhor enquanto não acabarem todos os campeonatos do planeta. E o pior... nunca vão acabar.
Um esfrega na cara do outro... "Nós temos tantas Libertadores!", "Mas nós temos o Mundial", e "mundial roubado", enfim (por sinal, gostaria de saber: se não foi por merecimento, porque não chamaram outro time para participar do Mundial. Libertadores é para os fracos! Mais ou menos isso?) Bom, mas não quero discutir futebol aqui senão entro em contradição;
mas só pra finalizar... a mídia controla nossas mentes pensantes para que elas sejam, não mais pensantes, mas adaptáveis. Cuidado com a forma de lazer que você escolhe, pois ela pode estar sendo imposta a você sem que nem ao menos perceba.
Enquanto isso, vamos nos divertir jogando dominó ou visitando blogs alheios, pois só assim conhecemos opiniões verdadeiras e variadas. A internet não é controlada pelo Ibope de um site ou de um blog, a TV sim!
É aconselhavel assistir certas idiotices de vez em quando, para relaxar a mente um pouco, dar umas risadas... mas quando isso vira paranoia... cuidado, é sinal de que você está se tornando mais um elemento controlável do exército mídia. E quando a Guerra dos Mundos começa, nem pastor escapa!
Bjos... volto quando puder!
Se eu fosse me privar de todas as coisas ridículas e irritantes do mundo eu teria que me matar, e ainda assim tomar muito cuidado com a escolha do cemitério, porque até sepulturas de políticos me irritam. Ok, mas não é esse o assunto.
Assisto novelas quando realmente não tenho o que fazer. Sou daquelas que sentam na sala do lado de alguém e fica perguntando: "Quem é esse? Quem é essa? Por que ele ta fazendo isso com ela? Ela é do mal ou é boasinha?"; e assisto principalmente para poder criticar.
Essa atual das 9, das 8... sei lá. "Caminho das Índias", certo?
Juro que ainda não entendi com precisão em qual lugar se fala português, onde se fala hindi e onde se fala inglês. Todos os personagens falam português (claro, faz sentido... a novela não daria ibope se ninguém entendesse), mas como os indianos se comunicam com os brasileiros normalmente? E por que todo mundo do Brasil na novela que tem que viajar decidi ir logo para Índia??? Caramba, tanto lugar legal pra ir e toodo mundo tem que ir pra Índia! Itália, França, Espanha, Inglaterra... mas não, um casal vai passar lua-de-mel, passa aonde? Na Índia. A milionária quer 'esfriar' a cabeça, vai pra onde? Pra Índia.
Talvez lá seja o único lugar ainda livre da gripe suína, por isso que todo mundo ta indo pra lá.
Outro absurdo que me assustou aconteceu na novela de 7h (eu acho!) no belo dia em que ligo minha TV e me deparo com um macaco dirigindo um carro!! Mas que palhaçada é essa? Não pode dirigir alcoolizado, não pode sair sem o cinto de segurança, não pode falar ao telefone, não pode mais nem fumar em locais fechados... mas um macaco dirigir, ahh isso pode! Bom, mas sobre isso não posso nem dar minha opinião completa, porque afinal nem assisto. Basta colocar o Marcos Pasquim no elenco que, para mim, é como se colocassem uma placa: "Não assista, a menos que sua inteligência queira ser subestimada!". Pois é amigos, existem atores que atraem roteiros estúpidos.
Agora, aos machistas de plantão, por favor não me julguem... "Blog de mulher, tinha que falar de novela, claro!"; "Mulheres são mesmo burras, só sabem assistir novelas..."; porque o mundo dos fanáticos por futebol também é um tanto incompreensível.
Um grupo de amigos se reúne na casa de alguém para assistir uma partida de futebol. Antes do jogo se provocam, se beliscam, riem da má sorte do adversário no último jogo... então começa. Falam palavrões, batem na mesa e até CHORAM!
O juiz fica lá, só observando, como se fosse capaz de captar um lance que milhões de olhares atentos e câmeras que transmitem o jogo captaram; mas não, o cara insiste em dizer o contrário ao que todo mundo viu! Mas quem vai discutir? Ele é o juiz, ele que manda!
Para pegar todos os momentos o juiz teria que ser no mínimo um... sei lá, um Chuck Noris! Mas disso ninguém reclama.
Ok, o jogo chega ao fim. Um time ganhou e outro perdeu. Ou empataram, tanto faz! Os caras então começam a contar os títulos, pra ver qual é o melhor time, sendo que NÃO EXISTE e não existirá um melhor enquanto não acabarem todos os campeonatos do planeta. E o pior... nunca vão acabar.
Um esfrega na cara do outro... "Nós temos tantas Libertadores!", "Mas nós temos o Mundial", e "mundial roubado", enfim (por sinal, gostaria de saber: se não foi por merecimento, porque não chamaram outro time para participar do Mundial. Libertadores é para os fracos! Mais ou menos isso?) Bom, mas não quero discutir futebol aqui senão entro em contradição;
mas só pra finalizar... a mídia controla nossas mentes pensantes para que elas sejam, não mais pensantes, mas adaptáveis. Cuidado com a forma de lazer que você escolhe, pois ela pode estar sendo imposta a você sem que nem ao menos perceba.
Enquanto isso, vamos nos divertir jogando dominó ou visitando blogs alheios, pois só assim conhecemos opiniões verdadeiras e variadas. A internet não é controlada pelo Ibope de um site ou de um blog, a TV sim!
É aconselhavel assistir certas idiotices de vez em quando, para relaxar a mente um pouco, dar umas risadas... mas quando isso vira paranoia... cuidado, é sinal de que você está se tornando mais um elemento controlável do exército mídia. E quando a Guerra dos Mundos começa, nem pastor escapa!
Bjos... volto quando puder!
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Dica de site!!!
Filmes recomendados...
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- Comédia: Os Normais - O Filme!
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- Drama: As Cinzas de Ângela
- Drama: Cinema Paradiso
- Drama: Desejo e Reparação
- Drama: Dogville
- Drama: Em Nome de Deus (The Magdalene Sisters)
- Drama: Lua de Fel
- Drama: Mamãezinha Querida
- Drama: Menina de Ouro
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- Drama: Tomates verdes fritos
- Ficção: Laranja Mecânica
- Musical/Drama: Johnny e June
- Musical/Drama: O Fantasma da Ópera
- Musical/Drama: Piaf - Um hino ao amor
- Musical/Drama: Ray
- Musical: Cantando na chuva
- Musical: Chicago
- Musical: Escola de Sereias
- Musical: High Society
- Musical: Mamma mia
- Musical: Papai Pernilongo
- Romance: Diário de Uma Paixão
- Suspense: A Mão que Balança o Berço
- Suspense: Mulher Solteira Procura
- Suspense: O Peso da Água
- Terror: A Profecia
- Terror: O Bebê de Rosemary
Por que "Lua do Antiquário"?
Vou tentar explicar antes que vocês desistam de entender. No começo, a intenção era valorizar tudo o que já havia passado, fossem dias ou décadas, mostrando que as coisas perdem seu valor se não nos dedicarmos a elas. Filmes, moda, costumes, pessoas... tudo acaba se perdendo nas entrelinhas da rotina, e até mesmo a Lua, que antes brilhava só e iluminava também as mentes, passou a disputar seu próprio cantinho com a expansão das cidades e da tecnologia. Mas o caldeirão borbulhante do cotidiano fez com que o intuito do blog fosse levemente modificado. Hoje procuro falar de tudo. Passado, presente, futuro, pensamentos, poesia, crônicas, contos, programas de TV, dia-a-dia, preferências, pessoas, protestos, hobbies... enfim, sinta-se a vontade para conhecer um pouco do meu mundo e se for de seu interesse, passe a fazer parte dele!